Circuito da Plenitude: Craniopuntura na Integração Terapêutica

A Plenitude Mente-Corpo é uma expressão que vem sendo fortalecida cada vez mais pelos Terapeutas mundo afora, no intuito de promover práticas integradas de técnicas de tratamento que exerçam benefícios na saúde mental e física.

A partir deste advento é perceptível que tenhamos a conciliação de técnicas e/ou ferramentas que unidas são capazes de proporcionar uma eficácia mais profunda ao nosso paciente.

O que é o Circuito da Plenitude?

Baseando-me nestas premissas e verificando ao longo das minhas experiências clínicas, pude perceber que a criação de Circuitos Terapêuticos é altamente benéfica para um atendimento que engloba não apenas a Plenitude Mente-Corpo, mas, Mente-Corpo-Emoções. Aqui quando me refiro aos “Circuitos”, estou me valendo de técnicas que são aplicadas de forma seriada visando uma experiência de tratamento o mais sensorial possível.

Neste contexto, ao “escutar as dores” dos meus pacientes e dos colegas que formo na atividade de docência, criei o Circuito da Plenitude: O elo da Aromaterapia + Craniopuntura + Mindfulness, onde, de fato, as emprego nesta ordem. Explico pra você me aprofundando mais:

PASSO 1 – AROMATERAPIA = Começo com a inalação da Aromaterapia durante 5 minutos, ressaltando para o paciente a necessidade de se respirar da forma mais profunda que puder, preferencialmente, com a Respiração Diafragmática.

A Aromaterapia possui conexões poderosas com o subconsciente humano, onde as moléculas do óleo essencial se conectam aos receptores opióides (serotonina, endorfina e encefalina) sediados no tálamo, ínsula e hipotálamo (estruturas do subconsciente). Ao empregar primeiro o estímulo aromaterapêutico minimizo aspectos de desequilíbrios emocionais tão frequentes nos nossos pacientes.

PASSO 2 – CRANIOPUNTURA = Após a Aromaterapia, é o momento de aplicar as agulhas na cabeça do paciente. Mas, por que a Craniopuntura Marcelo!? Não seria melhor a Acupuntura!?

Talvez, esta pergunta tenha surgido na sua mente. É possível aplicar com a Acupuntura Sistêmica também, no entanto, acredito mais nos resultados da Craniopuntura neste formato de Circuito, vide:

A) Por tratar-se de uma estimulação em microssistema energético (de acordo com os preceitos da MTC – Medicina Tradicional Chinesa), temos uma compactação maior dos efeitos do agulhamento por estarmos agulhando área menor. Além disso, como as agulhas estão dispostas na cabeça existe uma atuação neurofisiológica mais rápida de liberação de opióides na corrente sanguínea do que se os agulhamentos fossem sistêmicos.

B) Considerando os aspectos práticos da “Experiência do Paciente” e por eu tratar muitas pessoas na área de Ansiedade, convenhamos que o paciente se permite mais ao relaxamento e a pequenos ajustes nos segmentos corporais, se ele estiver com agulhas somente na cabeça, ao invés do corpo inteiro.

PASSO 3 – MEDITAÇÃO = Logo após o agulhamento craniano estabeleço a prática do Mindfulness (Meditação da Atenção Plena) que perdura durante o tempo de estímulo do agulhamento, fazendo com que eu promova, ao mesmo tempo, a Craniopuntura e o Mindfulness.

Aplico a Meditação guiada ou a partir do Kit Plenitude do Equilíbrio que criei com esta finalidade.

Dessa forma, ao aplicar o Circuito da Plenitude constituído a partir destes 3 recursos geramos uma Plenitude que engloba o equilíbrio Mente-Corpo-Emoções no que denomino de Triângulo da Dinâmica Humana. No próximo texto vou abordar pra você sobre como este Triângulo atua no nosso cotidiano.

Abraços fraternais,
Prof. Dr. Marcelo Anselmo

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