Dia internacional da Medicina Integrativa – Por que as práticas integrativas estão (tão) em evidência?

Práticas ganham força no cenário nacional dando forma à Saúde Integrativa

Dia 23 de janeiro é comemorado o Dia Internacional da Medicina Integrativa, cuja data visa propagar os conhecimentos e técnicas inerentes ao universo integrativo, destinando-se a conceber o ser humano nas suas mais diversas manifestações e integrando estes fenômenos como interdependentes, dentro de um panorama de promoção, prevenção e curativo de saúde, sendo estas: físicas, emocionais, mentais, ambientais, culturais, espirituais e sociais.

Medicina Integrativa, pouco a pouco, abrindo espaço para o termo Saúde Integrativa?

Mesmo sendo caracterizada pela expressão mais popular “Medicina Integrativa”, as técnicas abrangidas podem ser exercidas por todos os profissionais de saúde, e, algumas deles, por profissionais técnicos habilitados na respectiva técnica, prerrogativa que pouco a pouco tem gerado um termo mais contemporâneo, denominado de: “Saúde Integrativa”.

Dessa maneira, por mais que tenhamos este data comemorativa como o epicentro simbólico da área em si, é necessário que lancemos uma luz perante outra data altamente relevante neste cenário: o dia 12 de março de 2018!

Quais práticas integrativas temos atualmente no Sistema Único de Saúde (SUS)?

Este vocábulo Saúde Integrativa apoia-se de forma significativa sobre as ações, condutas e terapias a serem realizadas, fornecendo assim uma expressão derivada que consiste nas: “Práticas Integrativas” ou “Terapias Integrativas”. A partir desse constructo, verificamos que no dia 12 de março foi homologada a inclusão de mais 10 práticas integrativas no SUS, somando-se as 19 que já existiam, resultando assim em 29 no total. Nesse sentido ficamos com a seguinte configuração:

-19 Práticas já inclusas: ayurveda, homeopatia, medicina tradicional chinesa, medicina antroposófica, plantas medicinais (fitoterapia), arteterapia, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa, termalismo social (crenoterapia) e yoga;

-10 Práticas inclusas em 2018: apiterapia, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos, ozonioterapia e terapia de florais;

Baseando-se nesse panorama das quase 30 técnicas atualmente reconhecidas, percebemos o quão vasto é este mercado e como ele também ainda é promissor, vide que em algumas das técnicas citadas há poucos profissionais atuantes e pacientes com benefícios potenciais a extrair. Nessa rota exploratória pavimentada pelo aspecto da grandiosidade e das perspectivas do futuro, a inquietude ganha forma e nos faz pensar:

Por que as práticas integrativas estão (tão) em evidência? 7 fatores que contribuem para o boom do segmento.

Ao efetuarmos uma sinergia dos recortes apresentados nos deparamos com 7 realidades sociais que contribuem para uma evidenciação cada vez mais latente da Saúde Integrativa, tanto por parte dos profissionais, quanto dos pacientes, por diversas razões:

1-Atuação preventiva e terapêutica para pacientes com ansiedade, burnout (síndrome do esgotamento), estresse crônico e depressão, reduzindo assim, os sinais e sintomas destas doenças cada vez mais existentes na sociedade brasileira;

2-Atuação pautada na experiência da dinâmica humana no dia a dia, concebendo o cliente a partir do panorama mente, corpo, emoções e espírito e como estas 4 áreas da natureza humana dialogam;

3-Possibilidade de aplicação das técnicas mais adequadas ao paciente de forma personalizada, baseado no preceito do “não é o paciente que se adapta à técnica, mas, sim a técnica se adapta ao paciente”, ou seja, às vezes, teu paciente pode não ter resultados com Aromaterapia, contudo, você domina outras técnicas com efeitos altamente eficazes também, como Acupuntura ou Meditação, as quais ele pode ter melhor desempenho;

4-Enfoque na reprogramação de hábitos, pois são técnicas ligadas às terapias holísticas que você aplica com teu paciente no consultório e pouco a pouco educa ele a aplicar em casa, potencializando os efeitos do atendimento e acelerando o processo do tratamento;

5-Ganho de escala por meio do atendimento online, vide que as Técnicas de Relaxamento proporcionam ao terapeuta integrativo a eficácia de gerar resultados em modelos de consulta virtual;

6-De acordo com estatísticas do PNPIC (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares) mais de 54% dos municípios brasileiros possuem ao menos 1 das práticas integrativas, e 100% das capitais brasileiras possuem cobertura de aplicação;

7-Profissionais oriundos de outras áreas de formação estão migrando para as Terapias Integrativas, formando-se em cursos e tornando-se terapeutas holísticos ou terapeutas integrativos, expandindo assim os profissionais com qualificação para emprego das técnicas;